É Corinthians

  É amanhã. Foi ontem. É hoje. Será sempre. O Corinthians não precisa de data para celebrar. Só precisa de Corinthians. Pode parecer mesquinho para os outros. Mas isso é Corinthians para quem de fato importa – o corintiano. Basta existir. O fiel não precisa de jogo, de estádio, de adversário, de futebol, de campeonato, de gol, de vitória, de título.


O corintiano só precisa do Corinthians para ser feliz.


Só precisa de outro corintiano para fazer festa. Ele se encontra pela rua e confraterniza como se visse um Marcelinho Carioca, um Neto, um Neco, um Rivellino, um Sócrates, um Wladimir, um Biro-Biro, um Zé Maria, um Basílio, um Gilmar, um ídolo. Um corintiano. Que não precisa ser craque, pode até ser cabeça de bagre. Desde que saiba que a camisa não é um símbolo. É tudo. É Corinthians.


Não é um bando de loucos. É um corintiano. Definição precisa e perfeita. Completa e complexa. Mas simples como um torcedor que ama o time. Se não torce mais de fato mais pelos 11 que jogam, mais sim por todos. Afinal, é tudo doente. É tudo Timão.


O Corinthians não é a vida de um corintiano. Antes de ser gente ele é Corinthians.
Por isso tanta gente é Corinthians. Num Brasil imenso, o campeão dos campeões paulistas é um dos maiores fatores de inclusão no país.


Não por acaso é nação dentro deste continente. Tem regras complicadas, tem razões malucas, tem paixões inexplicáveis. Tem de tudo e tem para todos no Parque São Jorge. No nosso Pacaembu. No Morumbi tantas vezes palco das festas. No Maracanã campeão mundial em 2000. Nas tantas praças brasileiras que viraram casas corintianas em títulos. Até mesmo nas dores que não acabaram com os amores. Até mesmo nas vergonhas nos gramados e nos sem-vergonhas, o Corinthians sempre soube ganhar como raros, e até soube perder como poucos. Mesmo perdendo a cabeça e perdendo o juízo. Mas jamais perdendo o coração.


Doutor, eu não me engano, meu coração é corintiano, não há nada que bata tanto e por tantos como esse que se diz maloqueiro e sofredor, graças a Deus!


Esse prazer de sofrer é exclusividade alvinegra. Esse amor não se explica. É um presente. É um dom. Mesmo quando mais parece uma danação. É sina que não se explica, que fascina até quem não é, até quem não gosta. Não sei explicar o Corinthians. Nem nós corintianos conseguimos.


Mas nada disso é preciso. O que importa é que sempre haverá no estádio e em cada canto um fiel. Um estado de espírito alvinegro. Um torcedor que acredita sem ter por que; que torce sem ter por quem; que joga sem ter com quem.


Listar os títulos corintianos não é fácil. Mais difícil é compreender um torcedor que até se orgulha dos fracassos. Até na segunda divisão. Em 2008, vi gente acreditando como sempre desde 1910. Vi fiel não abandonando. Não parando. Acreditando. Corintianando.
Fiel pode até ser rebaixado – mas não se rebaixa. Raros sabem perder e ganhar como nenhum outro jamais venceu.
Ainda mais raros (embora muitos) nasceram sabendo que quem ama não perde. Podem até ter times melhores. Só que mais amados, nestes 100 anos, não conheço igual.


Desde 1º de setembro de 1910, todos os dias são especiais.
Todos são dias de CORINTHIANS !!! 

2 comentários:

  1. plagioooooooooooooo
    http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2010/08/27/corinthians-100/

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